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Cachoeira do Sul
18 de junho de 2024
Diocese de Cachoeira do Sul

PASTORAL SOCIAL

Pastorais Sociais - S. José

A MISSÃO DA PASTORAL SOCIAL

Apresentação: Um dos objetivos desta publicação é desencadear um processo de formação nos regionais da CNBB, extensivo às dioceses e Grupos de Base. Uma renovada e permanente formação contribuirá para que as pessoas e as comunidades cristãs tenham a sensibilidade, a atitude e a coragem de Jesus em relação a todas as pessoas atingidas por doenças, miséria, preconceito, discriminação, exploração, dominação e violência. De fato, “a Igreja, com sua Pastoral Social, deve dar acolhida e acompanhar essas pessoas excluídas nas respectivas esferas” Doc. AP 402. A formação aprofundará temáticas ligadas ao compromisso social do cristão, à missão da Igreja, à relação entre fé e Política e à presença pública da Igreja.

As Pastorais Sociais fortalecidas por este processo de formação contribuirão para que a Igreja intensifique sua presença pública com vistas à transformação da sociedade. Elas testemunham o serviço da Caridade na sociedade através de ações sócio transformadoras, inspiradas pela caridade cristã, como lembra Bento XVI na Encíclica Deus caritas Est. Presentes no mundo, e muitas vezes em situação de fronteira Social, as Pastorais são parceiras das diversas organizações da sociedade, especialmente dos movimentos populares, na luta pela justiça e pelo bem comum. Precisam, por isto, formação metodológica e política para que essa ação em conjunto seja uma presença aberta ao diálogo, à construção coletiva e à prática da democracia participativa. Evangelizadores pela palavra vivem o desafio de serem fermento, sal e luz nas relações e nas estruturas da sociedade humana.

Introdução;

Capítulo I: Retomando a Caminhada;

Capítulo II: Identidade e Missão da Pastoral Social;

2.1 O que é a Pastoral Social:

Para a Igreja, o serviço da caridade “é expressão irrenunciável à sua própria essência”. A Pastoral Social é expressão desta caridade e da solicitude da Igreja com as situações nas quais a vida está ameaçada. Expressão que renova, a cada dia, a lição da Gauium Et Spes: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e das mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles e aquelas que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos e discípulas de Cristo”. Os diferentes serviços das Pastorais Sociais colocam-se na dinâmica do Seguimento de Jesus Cristo para que nele os marginalizados e excluídos tenham vida e a tenham num ambiente preservado.

2.2 A Identidade da Pastoral Social:

A identidade da Pastoral Social da Igreja no Brasil é resultado de uma caminhada de longos anos, durante os quais foi criando um “rosto” próprio, fruto das muitas ações que aqui e ali se articulavam para firmar o compromisso social das comunidades cristãs. As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) foram o berço de onde surgiram muitas lideranças das Pastorais Sociais, dos movimentos sociais, dos sindicatos e dos partidos políticos democráticos.

Muitos leigos e leigas, religiosos e religiosas, presbíteros e bispos assumiram um posicionamento profético que colocou em prática as opções pastorais de Medelín e Puebla, impulsionando e apoiando a Pastoral social. Muitos pagaram com a própria vida essa busca de fidelidade a Jesus e ao povo. Todos lembramos de pessoas cujas vidas foram uma história de solidariedade e amor para com os humildes e empobrecidos. Em muitas paróquias, brotaram e consolidaram-se as CEBs e as Pastorais Sociais, nas quais a militância de muitos leigos e leigas encontrou, no serviço da caridade, a expressão madura de sua fé e a fidelidade a seu batismo. A teologia da libertação encontrou, neste contexto de vida cristã, terreno fértil para a sua reflexão sobre a Igreja dos pobres, ou como costuma dizer Dom Pedro Casaldáliga, “o jeito normal de a Igreja ser”.

2.3 Os Sujeitos da Pastoral Social:

Os sujeitos prioritários da Pastoral Social de hoje fazem parte de uma longa lista, certamente continuidade daquela que já existia no tempo de Jesus. Tanto lá quanto aqui, são os povos crucificados, forçados a carregar em seus ombros o peso do pecado de um sistema perverso e opressor. Puebla definiu muito bem; e Aparecida completou esta lista de rostos golpeados pela miséria, pela fome, pela exclusão: crianças, idosos, jovens, mulheres, desempregados, indígenas e afros descendentes. Todos eles hoje sofrem sua exclusão sob o peso da globalização. Esta realidade será transformada quando a humanidade voltar seu olhar para as vítimas que hoje a convocam à verdade, à solidariedade e à civilização da vida.

2. 4 As Pastorais Sociais na CNBB:

A Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade da Justiça e da Paz é constituída por nove organismos e dez Pastorais Sociais Específicas. Compõem também a Comissão, o Setor das Pastorais da Mobilidade Humana e a Comissão do Mutirão pela Superação da Miséria e da Fome.

Os Organismos são nove:

1)      IBRADES: Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Social;

2)      CÁRITAS BRASILEIRA;

3)      CERIS: Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais;

4)      CBJP: Comissão Brasileira de Justiça e Paz;

5)      CPT: Comissão Pastoral da Terra;

6)      PC: Pastoral da Criança;

7)      PM: Pastoral do Menor;

8)      PS: Pastoral da Sobriedade;

9)      PI: Pastoral da Pessoa Idosa.

 

As Pastorais Sociais são onze: (Diocese tem: em vermelho

 

1)      Pastoral Operária;

2)      Pastoral do Povo de Rua;

3)      Conselho Pastoral dos Pescadores;

4)      Pastoral dos Nômades;

5)      Pastoral da Mulher Marginalizada;

6)      Pastoral da AIDS;

7)      Pastoral da Saúde;

8)      Serviço Pastoral dos Migrantes;

9)      Pastoral Afro-brasileira;

10)  Pastoral Carcerária;

11) Pastoral da Criança

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