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Cachoeira do Sul
8 de abril de 2020
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A Travessia da vida

Mons. Elcy

E não sou acabado, não estou pronto e completo, mas sou um ser em construção constante. Nada no meu ser é definitivo, nem mesmo meu espírito. Poderia me descrever como um ser em constante mutação, para melhor ou para pior. Nem sempre primavera, nem sempre verão, inverno ou outono. A certeza da finitude material, inconscientemente negada, é certeza racional. Fugir da realidade, tanto da mobilidade da mutação, quanto da finitude, é revelação que não condiz com a racionalidade autenticamente humana.

A observação e aceitação constante da realidade nos leva ao caminho de vida, não só aceitável, mas prazerosa. O contrário motiva a depressão, o desespero, a desqualificação da existência e até o suicídio. Nascidos para a felicidade, que se plenificará em Deus, somos chamados a caminhar na estrada estreita, com pedras e buracos e passar pela porta seletiva da salvação. Os buracos são nossas omissões e limitações, as pedras são nossos pecados e fracassos no amor. Não qualquer amor, mas o amor como o proposto por Jesus: “Amai-vos como eu vos amei! ”

Deus é um pai carinhoso que nos dotou de livre arbítrio. Não nos fez robôs programados. Oportunizou liberdade total com opções diversas. O Pai, pelo Filho, nos mostrou veredas e trilhas, colocando-as iluminadas pela luz do Espírito Santo, para que a escolha acertasse o rumo certo que leva à casa da salvação!

As decisões são nossas, como ao dirigir um carro, mas o motor que o movimenta recebe dele o combustível capaz de o fazer avançar! O manual deste carro é a Bíblia e a direção é nossa.

Nós somos responsáveis pelo que faremos, e como faremos, a travessia da estreita estrada da vida.

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