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Cachoeira do Sul
23 de janeiro de 2020
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SEGURANÇA MATEMÁTICA

Mons. Elcy

Muitas vezes a matemática tem me inspirado maior segurança nas reflexões sobre o comportamento humano.

Setenta por cento (70%) é uma cifra significativa quando as coordenadas cartesianas nos revelam o dinheiro que estamos esbanjando com viagens espaciais, buscando outros mundos e desconhecemos mais de setenta por cento do nosso planeta azul: um desperdício!

O gasto com armas, as fortunas aniquiladas com políticos inócuos, o apodrecimento financeiro em projetos inacabados, nos apontam para o grande percentual da riqueza, jogada fora, riqueza que saciaria a fome humana na terra.

E a proporção dos ricos em relação aos pobres? Dez por cento (10%) da população brasileira concentra quarenta e três por cento (43,3%) da renda do país em 2017, diz IBGE.

Veja a minha pergunta:

“Por que o “Tio Patinhas” tem tanto dinheiro, a ponto de nadar sobre montanha de moedas e mergulhar no meio delas e o “Pato Donald” não tem o suficiente para casar com a “Margarida”? Por que o “Zé Carioca só dispõe de um guarda-chuva para rebolar na praia de Copacabana?

Hoje tenho alguma certeza que o demônio, mais diabólico, existente nas relações humanas, é o que personaliza o acúmulo inconsequente da riqueza nacional.

Se o bolo da riqueza não for partilhado, numa porcentagem digna, uns poucos comerão se estufando, morrendo intoxicados e outros não terão o que comer morrendo de inanição! Se o percentual não for mais equilibrado, a humanidade se desqualifica!

Não lhe disse que a matemática reforça a reflexão?

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