19.5 C
Cachoeira do Sul
13 de novembro de 2019
Portal da Diocese de Cachoeira do Sul Rs

RELIGIÃO E PÁTRIA

RELIGIÃO E PÁTRIA

Mona. Elcy

Estive refletindo, não só na Semana da Pátria, mas em todas as semanas do ano, o minguado afeto patriótico que perpassa a alma da nação brasileira. Se me parece um filho rejeitando a mãe, que de seu corpo, sustenta o filho, sem o retorno que seja digno e notório. As vozes dos tambores que, na minha infância, eram ouvidas pelo longo tempo dos ensaios, produzindo um frenesi nas crianças e adolescentes, se calaram e apenas seus ecos se fazem ouvir nas paradas militares.

Sendo o patriotismo a virtude revelada no amor à terra que sustenta o povo, portanto sua mãe, que do seio faz brotar os alimentos, do ar a oxigenação, da água de dessedentação; os que se abarcam de tais privilégios sem o digno retorno, se caracterizam como usurpadores do bem comum prodigalizado pela mãe-terra.

Não é patriota quem enlixa a terra, não é grato quem polui a água, nem é digno quem deturpa o ar e, nem pode ser chamado filho quem mata a mãe ou a faz adoecer!

No grande regasso do planeta terra, parte dele Deus otimizou, para nele você se desenvolver com dignidade e se preparar para a última transformação da imortalidade. Uns conservam a parte da herança que Deus deixou, até melhoram; outros exploram até a exaustão e ainda outro matam a terra-mãe numa fogueira medieval, como se uma bruxa fosse.

Mãe a gente cuida, mãe a gente ama, defende, promove, acaricia, exalta e qualifica acima de tudo. Não é o que se está fazendo, com raras e louváveis exceções. O contrário se mostra como norma execrável e condenável.

O chamado, motivado pelos gemidos angustiados da terra, é para medicarmos, com farmacologia adequada, a mãe internada na UTI planetário.

Artigos relacionados