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Cachoeira do Sul
6 de agosto de 2020
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O amanhã de cada um

O AMANHÃ DE CADA UM

Mons. Elcy

Quando o badalo do sino confirmar minha partida, não vos entristeçais, porque foi para isso que dei o primeiro vagido, quando minha mãe me colocou sobre seus seios, para o primeiro abraço. Desde então me preparo para concretizar o projeto que comecei e, espero, que Jesus complete o que me faltar, para que me receba no abraço Dele!

A vida pode ser encarada de diversas formas, mas a humana sempre terá um nascimento provisório no planeta terra e outro nascimento definitivo para se inserir na intimidade do Eterno. Nosso sinuelo já fez este roteiro, quando nasceu na gruta de Belém e deixou a terra na ascensão ao céu. O Caminho foi aberto, mas o homem tem o poder de escolha: segue seu passos ou busca o desvio da morte eterna.

Existiram tribos primitivas que entenderam a mecânica da vida humana: Quando uma criança nascia, todos choravam, por que não sabiam o que dela seria, quais sacrifícios e penúrias sofreria. Quando completasse seu tempo terreno, os funerais seriam festivos, com danças e banquetes, porque acreditavam que fora morar na tribo de um Deus, como eles O entendiam.

Ao esquecer a finalidade da existência, o ser humano é como a mosca esvoaçando o mel; voa de um lado e de outro até mergulhar e morrer naquilo que imaginou ser sua salvação: O mel pode ser figurado como o prazer, a riqueza e o poder. Quem esquece sua finalidade, esquece porque existe e torna seus dias uma soma de angústias que crescem numa progressão logarítmica.

Quando o badalo do sino confirmar minha partida, não vos entristeçais, porque não fui criado para rastejar na terra, mas para voar para os braços do Pai, através de uma rota estabelecida por Ele! Então rezai…

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