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Cachoeira do Sul
16 de novembro de 2019
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Julgamento condenatório

O JULGAMENTO CONDENATÓRIO

Mons. Elcy

Existem, no ser humano, tendências contraditórias originadas da área espiritual ou orgânica. Uma aponta para cima e outra, para baixo. A dosagem não é mensurável, a não ser por Deus. A carga hormonal que circula nas artérias, as tendências hereditárias dos antepassados, a deformação da consciência por parte do ambiente social ou a religiosidade, a ética e a fé diferem de uns e de outros, num saldo só visto por Deus! Então, julgar, jamais, para não cometer injustiça!

O apóstolo Pedro diz que o demônio é como um leão ao redor de nós procurando a quem devorar. Este leão pode ser a má formação, as tendências inatas, até a química que circula em nossas veias e os neurônios que atuam no nosso cérebro. Julgar, alguém, jamais teremos competência e condenar, sempre seremos injustos; só Deus é justo para uma sentença sem ressalvas!

Na estrada estreita ou na estrada larga todos caminhamos. Muitas vezes trocamos uma pela outra. Me parece que a fácil e larga é mais usada e a estreita e sacrificada permanece rejeitada. Esta traz a paz; aquela o prazer! Porém nunca posso determinar na qual um ser humano se faz a caminho! Só Deus determina porque as nuances são infinitas e nós seres finitos somos incompetentes juízes das ações alheias e até das nossas próprias ações!

Então, na análise da nossa pouca capacidade, só nos resta seguir o conselho de Jesus: “Não julgueis para não serdes jugados; perdoai e sereis perdoados; porque com a mesma medida com que medirdes sereis medidos…Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso e alcançareis misericórdia! ”

Está falado!

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