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Cachoeira do Sul
21 de novembro de 2019
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JOGOS ELETRÔNICOS

JOGOS ELETRÔNICOS

Mons. Elcy

Os jogos eletrônicos, parte deles, talvez a maior, revelam a insanidade mental de quem os forja ou a eles adere, jogando! Ensinam e exercitam matar, se não tanto, criam na mente o desprezo à vida do outro.

São formalizadas armas extremas, fuzilando projéteis sofisticados, técnicas sofisticadas para exterminar, explodir, fazer sangrar em agonias, estertores e gritos de desespero. E, a alma, vai embotando a sensibilidade, fossilizando a racionalidade, extinguindo a cordialidade e se divertindo com a explosão de corpos aos mil pedaços.

Me dá nojo ver os estúpidos anti-heróis carregando bolsas com munições bélicas, portando metralhadoras com raios Lazer, pipocando tiros e devastando vidas.

Me dá nojo ver pessoas programando mídias assassinas, acrescentando horrores na programação, para acumular dinheiro vil, como Judas e suas trinta moedas de prata, sujas de sangue.

Me dá nojo ver adolescentes e adultos se colocando no lugar do palhaço, vestindo e maculando a roupagem militar, para pipocar tiros e devastar vidas, recebendo aplausos pela asneira programada.

Eu cultivo a vida e, por cultivá-la, detesto e renego os modernos agentes da funerária história da humanidade e me pergunto: “Onde querem chegar?

Como pode existir prazer no assassinato virtual do semelhante aos mil pedaços?

Que imagem interna terá da vida alheia, quem se exercita exterminando vida, na pior das crueldades?

Para onde caminha a humanidade, nesta irresponsabilidade mórbida?

Ou voltamos a cultivar o amor ensinado por Jesus ou a morte se alastrará como um vírus peçonhento arrasando o ser humano. Eu só espero que isso não seja uma profecia!

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