20.9 C
Cachoeira do Sul
21 de outubro de 2020
Portal da Diocese de Cachoeira do Sul Rs

FIM DO MUNDO

FIM DO MUNDO

Mons. Elcy

A mãe terra chora, está com febre e calafrios. O calor se avoluma, o frio extrapola, as chuvas tempestuosas se tornam frequentes. A culpa não é dela. A culpa é nossa, filhos desalmados que envenenamos suas veias com ofensivos agrícolas e aos poucos matamos a mãe que nos sustenta do que ela produz. Seus rios são artérias esclerosadas pelo lixo, impedindo a irrigação normal do corpo do planeta; suas águas perderam, pelos venenos, a capacidade de dessedentar seus filhos. O ar se densificou, ficou pesado, irrespirável, pelos gases nocivos jogados contra ele, lançado pelas chaminés dos que só visam lucro inconsequente. É a agonia e o apocalipse de um planeta que um dia era azul.

Algumas perguntas para sua reflexão: 1. Pareço negativo ou realista? 2. Como você encara a realidade que nos envolve? 3. Qual é a sua parcela nesta catástrofe planetária?

Fico pensando em Deus, como um pai carinhoso, que fez uma casinha de brinquedo, segura e bela, com plantas e flores para diversão de seus filhinhos. Estes, não sei por que motivos, cortaram as plantas, arrancaram as flores, incendiaram as árvores e destruíram a casa. Virou deserto o que fora um jardim. O pai olhou para o desastre e chorou pela ingratidão do aniquilamento resultante! Esta imagem interna criada em você, não lhe parece familiar?

A terra se parece com uma nave interplanetária. Sua desqualificação é a nossa perda de qualidade. A nave estelar não pode ser danificada; a terra deve ser protegida para que ninguém a danifique, sob pena eminente dos passageiros perderem a vida numa explosão terrível.

Existe uma convocação universal, que nos chama à racionalidade, para não cometermos um matricídio, não sabotarmos a nossa nave, enfim: salvar a nossa pele!

Artigos relacionados