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Cachoeira do Sul
16 de novembro de 2019
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CREIO NA REDENÇÃO

 

CREIO NA REDENÇÃO

Mons. Elcy

Foi no reconhecimento de minhas fraquezas que mais perto de Deus me encontrei. Não só na doença, quando as forças físicas fraquejaram, mas no pecado quando me reconheci pecador. A dor do arrependimento, de ter sido infiel, de causar mágoa, doeu mais que a falta de ar acontecido numa pontada assassina. Nos dois momentos gritei para Deus e Ele não me deixou só. A relação que estabeleceu comigo não foi de Juiz que executava a sentença da condenação, mas do Bom Pastor que me tomou no colo e me carregou nos ombros, como a ovelha tresmalhada!

Eu queria lhe contar que o colo de Deus é como o colo da mãe da gente. Quando doente ou machucado, o aconchego, serenava a dor e fazia esquecer o medo e o susto. Só que o colo de Deus é bem melhor e que os colos das mães, que apenas prefiguram o do Pai Celeste. As lágrimas do espírito são mais dolorosas que as físicas e só quem é espírito puro é capaz de amenizar.

Às vezes, pedir para que Deus nos leve deste mundo para sua moradia, deixando tudo que visualizamos, pode ser covardia, originada do medo da dor e da angústia, próprias de quem está sofrendo pela doença ou pelo erro cometido. É como se afastar da luz e querer ver no meio das trevas; é a negação da confiança na providência divina que é capaz de forjar filhos de Adão até mesmo dos grãos de areia do mar.

A fé ativa a esperança serenando pela certeza de mergulhar na misericórdia divina. Nem sei como alguém, que se nega a crer, pode subsistir diante do mal físico ou moral!

Quando a Bíblia fala que os que creem em Cristo serão alvejados no sangue do Cordeiro, pela fé na divindade de Jesus, pela graça da redenção concretizada no martírio da cruz, eu tenho certeza, que esta mesma fé me confere, que maior que todo o mal é a infinita misericórdia do Pai.

É bom que assim seja, é bom que assim creiamos!

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