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Cachoeira do Sul
16 de novembro de 2019
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CONFRATERNIZAR

CONFRATERNIZAR

 

Mons. Elcy

Falar da confraternização e incentivá-la, nos tempos presentes, se parece uma heresia, ouvida como um anátema ou blasfêmia!

Numa cultura que acantona a personalidade atrás de um teclado, longe de tudo e de todos, numa utópica presença digital, desejar um encontro fraterno pode configurar como tempo perdido ou jogado fora.

A gente não se encontra mais; não se partilha mais; não se reparte estórias nem se descreve histórias. Os olhos se fecham para não ver. Os ouvidos se tornam moucos para não ouvir. Os lábios se comprimem e a cabeça sacode para negar tudo que não seja o conteúdo falácio na telinha do celular ou do PC.

Garanto e proclamo que esta era cultural alienada e doente clama por cura. Ela produziu uma doença fétida que afasta as pessoas como de uma praga. A medicação que poderia chegar numa confraternização é execrada. O remédio é considerado amargo porque vem sem HIFI, sem telefone, sem TV, mas se concretiza num encontro fraternal, num toque de Viola, numa canção antiga, na risada gostosa das crianças, nos fatos e contos narrados e até nas bobagens que fazem sorrir.

Num encontro assim, com a marca da confraternização, você redescobrirá que o abraço une; que a saudade foge; que fulano é seu parente; que o outro é seu primo e que sua irmã já lhe deu cinco sobrinhos que você nem conhece!

Exagero? Não! É pura verdade que você só descobre confraternizando e jamais se alienando pela gestação do maluco parentesco digital com o seu computador ou o seu celular! Falei: pronto; está falado!

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