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Cachoeira do Sul
25 de outubro de 2020
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CAFÉ DA MANHÃ

CAFÉ DA MANHÃ

Mons. Elcy

Café da manhã, quem o tem? Como tem? De diversas formas ele se concretiza: Uns são verdadeiros baquetes com a criadagem servindo, com a badeja numa mão tendo a outra mão para trás, reverente. Outros preferem fazer o seu modo particular, mais informal, apenas querendo quebrar o jejum matinal e ainda outros, (me lembro da casa da minha avó materna) onde a mesa estava recheada para abastecer os iriam ao campo e à lavoura, precisando energias reforçadas. Aquilo, sim, era café colonial: com linguiça, pão, queijo, requeijão, batata doce, mandioca frita, embutidos diversos e também café e leite.

Dizem os nutricionistas que o desjejum deve ser a principal refeição, mas tenho certeza que a maioria não o faz porque não quer, ou não sabe, ou não tem com que fazer!

Das lembranças da minha infância, relembro que, muitas vezes, não havia café, pelas dificuldades da 2ª guerra e então era substituído pela cevada que se cultivava no roçado, ou simplesmente pela erva mate.

A consciência da gente é como uma criança dedilhando um computador. Vai tocar, com seu dedinho indicador, a tecla mais vistosa e a consciência, também: Quando se está à mesa, no meio da fartura, vem à lembrança do tempo de guerra quando tinha apenas pão de milho com melado e chá de mate com açúcar mascavo. A consciência toca muito mais, com seu dedo indicador, quando mostra os pobres andarilhos, moradores de rua, que não tem nem café nem pão de milho com melado de cana para o desjejum!

Como éramos doze, na família de meus pais, sustentados por uma olaria movida a bois, não tenho muito que me lastimar, mas sei o que é a provação. Por isso não sou capaz de comer se algum miserável estiver olhando meu prato cheio; nem mesmo um animal; e se for uma criança, juro que dou-lhe meu prato de comida. Acho que Jesus faria o mesmo!

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