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Cachoeira do Sul
25 de novembro de 2020
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ASSUNÇÃO DE MARIA

ASSUNÇÃO DE MARIA

Dom Edson

Celebramos hoje a Solenidade da Assunção da Virgem Maria em corpo e alma à glória eterna. Este também é o destino que todos nós, dos filhos de Deus e membros do Corpo de Cristo. Assim como Maria, nós também somos chamados a participar plenamente na vitória do Senhor sobre o pecado e a morte e a reinar com Ele no seu Reino eterno.

O Papa Francisco, ontem no Ângelus, lembrou daquela célebre frase dita do momento do homem pisar pela primeira vez na luz, em 1969. Este é um grande passo da humanidade. Todavia, diz Francisco, grande, o maior passo da humanidade foi de Maria, na sua Assunção, ao pisar no paraíso, na gloria de Deus.

Maria ficou isenta da dura sentença dada aos demais: “Vieste do pó e ao pó retornarás” (Gn 3,19). Somos herdeiros do pecado original, e por isso, temos de fazer este caminho de volta à terra de onde saímos, para que na ressurreição do último dia, quando Jesus vier restaurar todas as coisas, Ele também nos refaça sem as sequelas do mal. Maria foi preservada do pecado para poder ser a Mãe de Deus. Assim também não deveria ficar sob o jugo da morte. São Paulo esclarece na carta aos romanos: “o salário do pecado é a morte” (6,23).

Assim, Maria não experimentou a corrupção da carne, da qual não estamos isentos, mas foi glorificada em corpo e alma. Jesus tem o sangue de sua Mãe Maria, por isto, ela devia ter a mesma glória do seu Filho. Aquela que o acompanhou desde o ventre até a cruz, deveria segui-lo também na gloria.

Assunção da Virgem Maria aos céus, temos o êxito final daqueles “Felizes, sobretudo, são os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11,28). A Assunção de Maria, nos dá, como consequência, a vitória aos que procuraram na vida praticar o que Ele ensinou. Maria nos traz a certeza de que a morte não é a última palavra em nossa vida, pois, como ressalta São Paulo: “O último inimigo a ser destruído será a morte” (1Cor 15,26). A morte passa a ser uma páscoa (passagem) para a vida, é a passagem para a bem-aventurança, reservada a quantos se empenham em prol da verdade e da justiça, esforçando-se por seguir a Cristo.

Ao visitar sua prima Isabel, Maria leva consigo o mistério de Deus que se fez homem no seu seio e vai para partilhar com ela a sua própria alegria. Do fundo do silêncio do seu coração, Maria proclama o cântico que exprime toda a verdade do grande Mistério de Deus. É o cântico do Magnificat que anuncia a história da salvação e manifesta o coração da Mãe: “A minha alma engrandece o Senhor…”. Maria torna grande o Senhor no seu coração e na sua vida. Um coração de mãe torna-se enorme quando ama a Deus amando seus filhos. Qual o tamanho, a grandeza de Deus na tua vida?

Maria cheia do ES diz: “porque ele olhou para a humildade de sua serva. Todas as gerações, de agora em diante,  me chamarão bem-aventurada”. É uma profecia para toda a história da Igreja. As palavras de Maria expressam o dever da Igreja de recordar a sua pequenez que se fez grandeza e, por conseguinte, esta solenidade é um convite a louvar o Senhor e a contemplar a importância de Nossa Senhora na História da Salvação, pois, através dela, Deus visitou o seu povo, quando o verbo de Deus se fez carne e veio habitar entre nós (cf. Jo 1,14). Eis porque este parque da Romaria deve ser um Santuário a recordar a grandeza daquela que é a humilde serva do Senhor.

O Magnificat é como que o testamento espiritual da Virgem Maria. Constituem a herança daqueles que, ao reconhecerem-se seus filhos, decidem acolhê-la na própria casa, como fez o apóstolo João aos pés da cruz (cf. Jo 19,27).

Maria nos ensina o caminho para acolher o seu Filho na fé, sempre iluminados e orientados pela Sua palavra. Maria nos convida a segui-lo todos os dias, mesmo quando a cruz que carregamos parecer pesada demais.

Encerrando a Semana da Família, aprendamos de Maria e que este lema ressoe cada vez mais forte nos corações de vocês, pais e mães: EU E MINHA CADA SERVIREMOS AO SENHOR. Rezamos pelas vocações, especialmente à vida consagrada, que tem como modela a humilde serva do Senhor. Vocações não caem do céu. Elas nascem dentro das casas que servem ao Senhor.

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