14.1 C
Cachoeira do Sul
22 de fevereiro de 2020
Portal da Diocese de Cachoeira do Sul Rs

As Lágrimas de Jesus

AS LÁGRIMAS DE JESUS

Mons. Elcy

Jesus chorou! Não foi porque, aos doze anos, ficou perdido no templo; nem mesmo porque condenado à morte; não chorou ao ver sua mãe no caminho da Cruz; nem pelos pregos nas mãos ou pela lança atingindo o lado, mas chorou ao contemplar, desde o Monte das Oliveiras, a sua cidade sagrada de Jerusalém.

O coração e a fonte das lágrimas estão próximos. Coração emocionado desperta a fonte; assim a alegria exuberante, a dor lancinante, a injustiça clamorosa. Jesus chorou pela decepção, pela inutilidade da sua missão diante de seu próprio povo, da cidade que deveria ter sido a primeira no acolhimento de quem lhe podia dar a paz!

Os apóstolos, emocionados diante da beleza, vista desde o monte, apontaram para Jesus o brilho das pedras da construção, a beleza dos ex-votos presos nas muralhas, mas a atenção de Jesus via além: via a ingratidão daquele povo, sentia a rejeição ao seu projeto de paz e fazia-lhe arrancar do peito a sentença profética de que tudo aquilo não ficaria pedra sobre pedra, pois não soubera recebe-lo!

A decepção dói. A ingratidão dói. O choro faz das lágrimas o lenitivo para amenizar a causa dos soluços, da voz embargada, enfim, do pranto descontrolado. Os olhos místicos de Jesus viram o futuro: as muralhas derrubadas, as casas arrasadas, o povo assassinado; não se conteve e com o soluço do peito, veio a profecia, concretizada no ano 70 de nossa era: Não ficou pedra sobre pedra!

Jesus chorou e a cidade foi arrasada, por não recebe-lo. Só Ele podia lhe trazer a paz. A rejeição à pessoa do Senhor trouxe a ruína. A lição da história nos alerta: É bom nos antenar!

Artigos relacionados