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Cachoeira do Sul
21 de outubro de 2020
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AGORA é HORA

Mons. Elcy

Quando completei oitenta anos, acelerei minha preparação para o momento de jogar-me nos braços de Deus. Algumas limitações físicas me serviram de alerta. O próprio Senhor pegou-me pela mão e foi-me conduzindo para dentro da sua intimidade, onde um dia farei minha morada definitiva. O edifício de minha futura moradia é o colo de Deus Pai conduzido por Cristo, orientado por Deus Mãe, o Espírito Santo. Não, um Pai com visual dominador, espião, contabilista, alienado, mas um paizinho meigo e apaixonado por mim, como a extensão de seu filho Jesus.

O Próprio Jesus me ensinou e imprimiu na minha alma a figura verdadeira de seu “ABBA”. Recomendou-me que dialogasse com Ele, não para pedir algo, mas para receber dele um cafuné carinhoso. Ele, o paizinho eterno, sabe de antemão o que preciso e me dá, antes que eu peça.

O Mestre de Nazaré quer que este diálogo filial entre noite a dentro, sempre e com insistência, como ele fazia, enquanto palmilhava neste planeta terra. Me parece que Jesus insistiu para que nunca deixasse o Pai a sós, imaginando-o isolado num céu infinito, sentado num trono Judicial, carrancudo, mal-humorado e depressivo, por causa dos desvarios da humanidade; mas um papai meigo, de braços abertos, usando termos infantis para me atrair, acarinhar e confortar!

É com este Deus, com feições de Pai, de Mãe e de Irmão, que se amam tanto, que se tornam um, que eu dialogo. Nele eu mergulho, para dentro deste triângulo que o amor transforma em círculo! Me sinto envolvido pela luz e pelo calor do amor divino, fico quieto e repouso. É a oração da contemplação que se plenificará quando for definitiva. Isso, eu confio, espero e creio, acontecerá!

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