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Cachoeira do Sul
6 de agosto de 2020
Portal da Diocese de Cachoeira do Sul Rs

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A Conjuntura Eclesial em tempo de pandemia

Resumo:

Olhando o mundo que nos cerca, temos certeza que Deus está à porta e bate, pedindo entrada nas famílias, na sociedade e na humanidade. A Igreja doméstica se manifesta como fruto positivo e a Pastoral da Comunicação se prioriza. É pelos meios de comunicação eletrônica que as paróquias colocam dentro das casas a formação, a oração do terço e a Santa Missa. É mister aprimorar pessoal técnico especializado para execução das mídias. O que antes era racional e sentimental se tornou imprevisível e impensável. As doenças físicas se somam às psicológicas, aos distúrbios, às fragilidades e contingentes. Ao lado da Pastoral da Comunicação urge a Pastoral do Luto que o rigor normativo empanou: os velórios e as celebrações para-litúrgicas de encomendação.

A Igreja doméstica ressurge como solução, fazendo de cada casa seu templo. A família se reúne da dispersão anterior para rezar, dialogar, exercer a compreensão, o perdão, a misericórdia e celebrar sua própria dimensão familiar, transformando a casa em lar. Ela se ajusta para fazer florescer como Comunidade Eclesial Missionária (CEM)

A Igreja é mãe e assemelhada ao Bom Samaritano; vem nos lembrar que não basta ver o ferido, mas curar suas chagas, sejam elas a fome, o abandono e a própria doença, seguida de desespero, principalmente nos mais pobres. É neles que o sofrimento recrudesce e pede organização nossa, para socorrê-los na fome, no frio, no medo e no desespero.

Nos perguntamos: Qual o sentido da vida? Onde colocamos nossa esperança? A pandemia pode despertar, também, o desejo dos gregos que pediram a Felipe: Queremos ver Jesus. No horizonte, na fronteira da insegurança humana está o Mestre de Nazaré: “Estarei convosco até o fim dos tempos”. Então, Fé!

Respeitando as normas das autoridades da saúde, nunca nossas normas pessoais, acendamos a chama da Esperança e que Jesus veio ao mundo para que tenhamos vida e vida em abundância. O amor fraterno fará a diferença ensinada pelos primeiros cristão, que tendo tudo em comum, ninguém passava necessidade. Os especialistas, em cada área humana se coloquem disponíveis num serviço voluntário de ajuda fraterna.

Nós cristão ou somos sinais de esperança ou negamos a identidade da nossa vocação batismal. A Igreja grita na voz do Papa Francisco: “Não deixemos que nos roubem a Esperança”.

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