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Cachoeira do Sul
31 de maio de 2020
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UMA SEMANA SANTA

UMA SEMANA SANTA

 

O TÚMULO DO PADRE REUS – A Semana Santa está chegando e me vem na mente a experiência que vivenciei ao longo de muitos anos, seja na minha infância, seja como padre. Por último, eu ficava de manhã cedo na sacada da casa paroquial no centro de São Leopoldo e assistia os peregrinos de todos os lugares caminharem em direção ao túmulo do Pe. Reus. Durante toda a madrugada e ao decorrer da sexta-feira santa, havia um clima de melancolia, ao passo que centenas de grupos de pessoas passavam, vindas de muitas cidades da região. Com chás colhidos na noite anterior e flores para depositar no túmulo. Iam pagar alguma promessa, pedir bênçãos, confessar-se e rezar. Uma tradição de muitos anos que certamente não se repetirá, porque todos, ou a grande maioria, devem permanecer em suas casas. Isso não nos impede de estarmos em comunhão espiritual, unidos na mesma fé e esperança.

A SEMANA SANTA – Com tudo o que temos vivido nestes últimos dias, vem à mente as perguntas: Como viver bem a Semana Santa? Como mergulhar neste grande mistério de Deus?

A Carta de São Paulo aos Filipenses diz: “Ele humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte – e morte de cruz! Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome” (Fl 2,8). Jesus foi obediente, carregou sua cruz até o calvário. Ele abraçou a cruz do sofrimento e da dor, carregando-a sobre seus ombros. Carregou os pecados da humanidade.

Está aí o grande desafio desta Semana Santa. Precisamos carregar a nossa cruz, o sofrimento que nos impõe neste tempo de isolamento. “Quem quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e me siga” (Lc 9,23. É preciso obedecer a Deus que nos fala através dos acontecimentos do dia-a-dia. Precisamos nos despojar das nossas vontades pessoais, de nossos desejos humanos, de nossos vícios, de nossos pecados. Esta Semana Santa deve ser ocasião também de um recolhimento profundo, que nos permita ressuscitar com Cristo. A esperança de uma vida nova, passa pela cruz e o sofrimento, que nos trarão a alegria da ressurreição. Sem cruz não há ressurreição.

IMPORTANTE – Se não podemos participar nas nossas comunidades, temos hoje a condição de nos unirmos espiritualmente, através dos meios de comunicação, como as rádios, TVs e internet. Vamos oferecer subsídios para que você e sua família celebrem nas próprias casas.

Começa pelo Domingo de Ramos, em que vamos pedir que os padres providenciem ramos suficientes para que oportunamente você possa levar para sua casa.

Todas as paróquias da Diocese celebrarão no mesmo horário o Tríduo Pascal, para todos estejam em comunhão: Inicia na quinta-feira Santa às 19hs; sexta-feira Santa às 15hs e no Sábado Santo às 19hs. Domingo de Páscoa as Paróquias terão seus horários próprios.

FIQUEM COM DEUS E EM CASA

Dom Edson de Mello – Bispo Diocesano

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