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Cachoeira do Sul
22 de fevereiro de 2020
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SINAL DE CONTRADIÇÃO

SINAL DE CONTRADIÇÃO

Mons. Elcy

Maria levou um susto danado. O menino que tinha ao colo seria um sinal de contradição. Quem afirmou isso foi o profeta Simeão, no dia da apresentação e consagração de Jesus no Templo de Jerusalém.

Maria tinha certeza que seu filho era filho de Deus. Deus é a perfeição infinita. Como explicar a profecia? O velho Simeão, que era profeta, lhe jogou uma flecha no seu coração, como a espada de dor anunciada!

O velho continuou dizendo que a criança, nos braços de Maria, tinha missão de reerguer ou derrubar muita gente em Israel; por dedução, também, na humanidade toda.

Como entender tal vaticínio? Como consolar o coração materno na aflição gerada pelas palavras saídas da boca de Simeão?

O que aconteceria com Jesus teria consequências entre os cristãos.  No batismo, o humano foi enxertado no divino. Então o cristão também se tornou sinal de contradição; você é sinal de contradição, porque é um sacramento de Cristo que gera contradição: Você, diante do mundo pagão, pelo seu jeito de viver, contradiz o descrente e dá-lhe um tombo, a queda anunciada. Isto irrita o pagão. Ele odeia você, porque não aceita o jeito dele. Ao contrário, quem crê, é estimulado e reforçado: é o reerguimento anunciado!

Presença mística de Cristo no mundo, a pessoa batizada, lhe faz às vezes. Leva em si a marca do Salvador que lhe garantiu a presença até o fim dos tempos dizendo: Não temas, ó pequeno rebanho, sempre estarei consigo. Portanto, seja você um outro Cristo e o diabo que se dane!

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