SAUDADES DE MINHA MÃE

SAUDADE DA MINHA MÃE

Mons. Elcy

Lembro, com carinho, quando levei minha avó materna ao cemitério de S. João, para que visitasse o túmulo da mãe dela e consequentemente da minha bisavó. Dona Ângela, já muito idosa, parou na frente do túmulo da família, virou-se para mim e disse:

– Tenho muita saudade da minha mãe!

Eu me imaginava que na idade avançada que ela estava, havia esquecido, mas aprendi que da mãe a gente nunca se esquece. Eu tinha meus dezoito anos e não sabia o que era saudade da própria mãe, porque a tinha perto de mim. Hoje, tendo ela já partido para Deus, também com minha idade avançada, meu coração chora como chorou, naquele dia, o coração da minha avó materna! Mãe sempre faz falta e tê-la por perto faz da vida um encantamento e tê-la ausente causa na alma um grande vazio.

Mãe é tão sagrada que nem nome precisa ter! Simplesmente se chama: Mãe! Na família de meus pais éramos dez irmãos chamando “mãe” a toda hora! Ela dizia que este nome não gastava e que adorava ser assim chamada, invocada, amada em cada letra desta palavrinha mágica!

Hoje, como minha avó, ao lembra-la, meus olhos humedecem e rola pelo meu rosto uma lágrima quente de saudade. Quando penso no meu último dia neste planeta, o que me consola, é que ingressarei para o colo de Deus levado pelos braços dela!

Minha santa Mãe, na imagem interna que guardo da Senhora, eu a vejo, ao pé da cama, rezando por seus numerosos filhos. E, agora, a imagem que cultivo: eu a contemplo junto de Maria na sua merecida felicidade, junto de Deus e me confio na sua intercessão para também, com a Senhora e com Deus, um dia, estar! Esta fé, que a Senhora me ensinou, anima minha esperança de um reencontro definitivo, sem ausências!