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Cachoeira do Sul ,Domingo 19 de Novembro de 2017

A FOTOGRAFIA

A FOTOGRAFIA

Mons. Elcy

Eu gosto de fotografia. Ela me faz reviver momentos de afeto, acorda lembranças de amizade, relembra a beleza das flores, o sorriso das crianças, enfim, faz o tempo voltar reciclando experiências e reativando o gosto pelo belo.

Os nordestinos têm uma expressão popular que ouvi no Filme “O Cangaceiro” de Lima Barreto: “Até doce do coco, quando é demais, enjoa”! Esta expressão vale, também, para os milhares de cliques das máquinas fotográficas e dos celulares. Elas e eles estão infestando as atenções das pessoas nas reuniões sociais, cívicas ou religiosas, poluindo os ambientes com os relâmpagos dos flashes.

Estamos, pelo modismo destes aparelhos, sofrendo uma congestão, uma overdose fotográfica e sendo violentados no nosso direito de imagem!

A fotografia deveria ser uma gravação artística com estudo dos ângulos, luminosidade e composição do ambiente. Duvido que os milhares de cliques ouvidos em qualquer reunião maior, que pululam por cima de nossas cabeças, desqualificando nossos encontros, sejam obras de arte. É, sim, um emaranhado digital que pouco ou nada coopera para o prazer estético. Quanto a utilidade de tantas imagens, me pergunto: O que fazer com tudo isso?

Até o Papa Francisco reclamou da invasão de celulares nas reuniões vaticanas, acusando este desvario, não apenas dos fiéis, mas dos padres e bispos como poluidores visuais. “Per favore”, pediu ele; “a Missa não é um espetáculo, mas a Celebração da Paixão e Ressurreição de Cristo”!

Hoje, em nossos templos, nas celebrações dos sacramentos do Batismo, da Crisma, da Eucaristia ou Matrimônio, esta parafernália digital é capaz de irritar, desconcentrar e desmotivar. Virilizou como uma forma nova do diabo meter a rabo, para desqualificar o encontro com Cristo!

Qual é sua opinião?