Free WordPress Themes
Cachoeira do Sul ,Tera-Feira 19 de Setembro de 2017

PASTORAL FAMILIAR

PASTORAL FAMILIAR

DIOCESE DE CACHOEIRA DO  SUL

PASTORAL FAMILIAR

Numa abordagem antropológica e sociológica, mais do que religiosa, afirmar a cidadania da família quer dizer reconhecer seu papel de sujeito na construção de uma nova sociedade e promover orientações de conduta inspiradas em critérios de solidariedade e de plena reciprocidade, características constituintes da família.

A Pastoral Familiar, portanto, é o esforço pastoral da Igreja visando não só defender e promover o respeito à dignidade da família, seus direitos e deveres, mas também chamar a atenção para a importância e centralidade da família como o principal recurso para a pessoa, para a sociedade e para a Igreja. Ela é o lugar onde mais se investe para o desenvolvimento de um país, já que a família é indispensável para o desenvolvimento das pessoas e da sociedade.

OBJETIVOS

Resumidamente, os objetivos da Pastoral Familiar consistem, inicialmente, na preparação dos candidatos para a vida matrimonial e familiar, bem como na evangelização e promoção humana, social e espiritual das famílias já constituídas.

A Pastoral Familiar parte da família real para a família do possível, sem perder de vista a proposta da família ideal, que é a família cristã, gerada a partir do sacramento do matrimônio e vivendo em forte unidade, harmonia e na gratuita e generosa solidariedade.

SUA IMPORTÂNCIA

O documento de Santo Domingo falou da “prioridade e centralidade da pastoral familiar na Igreja diocesana” (n.º 222). O Papa João Paulo II assim falou aos Bispos do Brasil:

“em cada diocese – vasta ou pequena, rica ou pobre, dotada ou não de clero – o Bispo estará agindo com sabedoria pastoral, estará fazendo investimento altamente compensador, estará construindo, a médio prazo, a sua Igreja particular, à medida que der o máximo a uma Pastoral Familiar efetiva”.

Diríamos que a organização da Pastoral Familiar, em nível diocesano ou paroquial, não é uma opção, é uma obrigação.

GRANDES DESAFIOS

O agente da Pastoral Familiar, enriquecido pelo magistério da Igreja, que lhe coloca em mãos quatro grandes documentos: Familiaris Consortio, Carta às Famílias, Evangelho da Vida e o Diretório da Pastoral Familiar, sabe que, sobretudo em nossa atual e global modernidade, precisa encarar três grandes desafios que constituem um verdadeiro programa de vida.

Ele se propõe a defender e a promover três colunas vitais:

• a dignidade da pessoa humana;

• o sacramento do matrimônio e

• a inviolabilidade da vida e da família.

Assim como os dogmas estão para a fé católica, estes três pilares estão para a prática cristã dos agentes da Pastoral Familiar que, conforme afirma o Diretório da Pastoral Familiar, são: o bispo, o sacerdote, os religiosos e religiosas, os leigos e leigas que se dedicam a esta prioritária tarefa da Igreja.

ESTRUTURAS DA PASTORAL FAMILIAR

A Pastoral Familiar foi estruturada a partir da Exortação Apostólica Familiaris Consortio, do Papa João Paulo II, com base na comunidade diocesana e paroquial. O Papa, contudo, realçou o lugar especial que, neste campo, compete à missão dos cônjuges e das famílias cristãs. Em virtude da graça recebida no sacramento do matrimônio, eles devem atuar no seio da própria família com testemunho de vida.

Devem atuar também na esfera pública, buscando formar opinião e consciências segundo os valores cristãos, através de “associações de famílias a serviço das famílias”, inclusive com empenho ativo em todos os níveis, mesmo em parceria com outras associações não-eclesiais que defendam aspirações justas.

ETAPAS

Neste documento ficam claras também as três grandes etapas do trabalho da Pastoral Familiar:

• Setor Pré-Matrimonial, que envolve a preparação dos jovens para o matrimônio e a vida familiar, inclui também a celebração adequada do sacramento do matrimônio;

• Setor Pós-Matrimonial, que diz respeito ao empenho da Igreja local em ajudar o casal a descobrir e a viver a nova vocação e missão de maneira alegre e frutuosa;

• Setor Casos Especiais, onde a Pastoral Familiar, guiada pelos princípios da verdade e da misericórdia, procura ser “um empenho pastoral ainda mais generoso, inteligente e prudente, na linha do exemplo do Bom Pastor, àquelas famílias que – muitas vezes, independentemente da própria vontade ou pressionadas por outras exigências de natureza diversa, se encontram em situações difíceis” (77).

IMPLANTAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

Com a finalidade de estimular a implantação da Pastoral Familiar nas paróquias e subsidiar seu adequado desenvolvimento, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, juntamente com a CNPF, vem editando vários livros afins e elaborando diversos e práticos “Guias”, a começar pelo:

• “Guia de Implantação da Pastoral Familiar na Paróquia”;

• “Guia de Preparação para a Vida Matrimonial”;

• “Guia de Orientação para Casos Especiais”.

Como se implanta a Pastoral Familiar?

A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família elaborou um guia prático para a implantação da Pastoral Familiar nas comunidades e paróquias. Trata-se de um começo de ação em prol das famílias brasileiras. Também existem outros livros e subsídios que oferecem uma preciosa ajuda e apresentam inúmeros caminhos para a atuação da Pastoral Familiar.

Constituição das comissões diocesanas

Compete ao bispo a decisão de constituir, na sua diocese, a comissão de Pastoral Familiar, que deve ser composta por casais representativos, com liderança em movimentos, serviços ou institutos familiares e paroquiais; casais com alguma experiência neste setor da pastoral; que gostem de trabalhar com famílias e sintam alegria em servir; e que possam oferecer o testemunho de coerência cristã, sobretudo, de vida matrimonial e familiar.

Para que a comissão possa cumprir seus objetivos, torna-se necessário criar uma estrutura mínima, na qual cada membro tenha tarefas e responsabilidades definidas. Assim, independente do tamanho da comissão, deverá haver:

•  Um casal coordenador, que exercerá o papel de cabeça da comissão, presidindo reuniões, criando um clima de acolhida, entusiasmo e participação, organizando a adequada distribuição de responsabilidades, e avaliando periodicamente o trabalho realizado. Que se ocupe do relacionamento permanente com a respectiva autoridade (bispo, coordenador diocesano de pastoral, párocos e outras), com as estruturas da Pastoral Familiar (comissão regional, equipes de áreas e paroquiais, etc.), com outras organizações e com os meios de comunicação;

•  Um assessor ou assistente, de preferência sacerdote, que acompanhará a comissão de perto e deforma pessoal, ajudando-a a aprofundar e a esclarecer critérios do ponto de vista pastoral e doutrinal; que anime e mantenha vivo o sentido mais profundo do serviço pastoral, e que permaneça sempre disponível e disposto para auxiliar os membros da comissão, quando necessário;

•  Membros da comissão, ou seja, casais que se encarreguem de um determinado setor específico e de ser uma ligação da comissão com movimentos, serviços e outras pastorais.

Isto posto, a comissão diocesana poderia ter a composição descrita a seguir;

•  coordenação (um casal);

•  vice-coordenação (um casal);

•  assistente ou assessor (um sacerdote);

•  secretaria (um casal ou uma pessoa designada);

. tesoureiro (um casal ou uma pessoa designada);

•  setor de formação de agentes de Pastoral Familiar (dois casais), para organizar cursos, encontros, retiros, palestras, debates, troca de informações, divulgação de bibliografia e outros materiais de Pastoral Familiar;

•  setor pré-matrimonial (dois casais), que poderá ser subdividido em preparação próxima para o matrimônio (cursos ou encontros de noivos) e preparação remota (cursos de educação para o amor, grupos de namorados e outras modalidades), para especializar equipes de agentes destinados a atender os jovens;

•  setor pós-matrimonial (dois casais), que poderá se subdividir em: equipe de pastoral de recém-casados; equipe voltada para pais com filhos freqüentando a catequese da primeira eucaristia e do crisma, e pais de batizandos; equipe para atuar nas escolas. e equipe para outras circunstâncias que a realidade local recomendar.

•  setor para os casos especiais (dois casais e a participação de um religioso – se possível).

2ª Romaria Diocesana da Família

wordpress