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BOM DIA ESPERANÇA |
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AS ÚLTIMAS MENSAGENS |
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01
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A AGULHA |
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Uma peça de fazenda estava
na prateleira, desejosa de ser transformada A equipe foi formada pela fazenda, pela tesoura, pelo carretel de linha, pela agulha e pela costureira e, em mutirão, a roupa foi feita com utilidade e graça. A obra não foi fácil e nem sem dor: primeiro o pano foi cortado aos pedaços, foi perfurado pela agulha e rejuntado pela costura; mudou sua forma até tornar-se o modelo sonhado. Só então se sentiu realizado. No contato com o corpo humano, sentindo-lhe a gratidão, chegou à razão da sua existência. Quando me foi revelado que Deus é um em três pessoas, entendi que nada, no mundo, se faz por mãos de um só humano, mas na parceria e que o exercício da parceria já é uma forma de se viver! Nem mesmo Cristo nos quis isolados, mas nos fez Igreja. Ninguém subsiste só. O isolamento é sinônimo de inutilidade e de morte e Deus nos fez para a vida! |
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CRÔNICA DO RIO |
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O rio sempre me fascina. No local
onde me encontrava, para observa-lo, tinha Da clareira silvestre, onde eu estava, tinha uma visão plena da margem oposta e pouca visão, do meu lado; uma questão de campo visual. Aquelas águas ligeiras escondiam uma história fantástica semelhante a do homem idoso que, de todas as experiências, arquitetou o momento presente. A exuberância da mata ciliar recebia, do rio, sua vitalidade e, em troca, lhe garantia o canal isento de assoreamento. A vitalidade existente na vegetação era das águas do passado, não das águas do presente; assim mesmo havia gratuidade sem extorsão. As águas profundas e ligeiras escondiam um mistério. Era a soma de sangas e riachos desconhecidos. Eles se fundiram e, de infinitas moléculas, de tantas vertentes, de córregos e de enxurradas atualizaram aquele caudal imponente ao qual deu-se o nome de rio. Suas águas eram vivas. Não se portavam como as águas dos açudes. Continham o movimento do ciclo das águas, traziam um pouco das nuvens, do poder do sol, das chuvas, da gravitação da terra, da inércia e da direção ao mar! O outro mistério do rio era a incerteza do sucesso do meu caniço de pesca, da linha mergulhada no seu seio, do anzol escondido pela isca: quem garantiria que o peixe cairia no engodo? O rio abrigava os peixes e eles estavam em qualquer lugar sem me dar certeza alguma que teria sucesso na minha cobiça de pescador. Eu refletia, enquanto margeava o rio, que ele se parecia comigo: todo feito de muitos momentos, de infinitas experiências e era capaz de esconder o peixe no seu seio como eu escondia meus arcanos mais secretos. Só espero, e como espero, que minha vida, como a do rio, seja capaz de fertilizar, por onde passar, oportunizando qualidade de vida.
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O HOMEM MAU E O LOBO |
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Quando chegou a hora da audiência tentaram escolher um juiz capaz de dirimir a questão. O lobo aceitava qualquer animal da floresta, menos os cães domésticos porque estes se diziam os melhores amigos do homem. Podiam mascarar o julgamento. O homem não aceitava animal algum. Julgava-se superior e senhor a todos eles. Depois de muita discussão aceitou a coruja que dormia no alto de uma árvore seca. Como testemunhas de defesa, o lobo apresentou todas as aves da floresta. O homem apresentou as galinhas do seu terreiro, patos e marrecos. Foi dada, pela coruja, a preferência ao homem para apresentar suas testemunhas. Pensava ele, que as galinhas por ele alimentadas com milho e ração defenderiam seu lado; enganou-se, elas sabiam que ele lhes roubava os ovos e se lhes dava milho e ração era para engordá-las, para depois devorá-las com requinte de malvadeza. Elas acusaram o homem de toda forma de crueldade. Nem foi necessária a defesa do lobo: todos os animais acusaram o homem como destruidor da vida deles e da floresta que os alimentava e acolhia. Foi um Deus nos acuda. A gritaria e as vaias para o humano ecoaram até o céu. Neste dia o lobo foi carregado, triunfante, pela assembléia, como um herói e o homem enxotado e declarado pela juíza coruja como réu de crimes contra a natureza e além disso, como pena levaria a alcunha de “Homem Mau!”
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O MENINO E O ARCO-ÍRIS |
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Dia de verão! Uma pancada de chuva amenizou a temperatura. A natureza, de rosto lavado, iluminou-se com a luz vinda do sol. No céu havia nuvens e “ilhas” azuis. No horizonte, a chuva continuava fininha desenhando uma luz refletida através das gotículas, desenhando um arco colorido, da terra ao céu e do céu à terra. Era um Arco-íris. Um menino olhava para o fenômeno sem entender... Apenas contemplava. A luz solar, decomposta pelas gotículas de água, brilhava em todos os matizes de cores, encantando a criança. O arco enorme parecia brotar da terra, de um lugar não distante. O menino correu pelo campo aberto até onde julgava se apoiar o arco. Decepcionado, constatou que ele se distanciava. Era curioso, pois lhe disseram que existia um pote de ouro onde o arco tocava a terra. Com o ouro socorreria a pobreza de seus pais. Cansado e desiludido, sentou-se numa pedra e conclui que fora enganado pela crendice dos adultos. Foi para casa e perguntou para o avô: - Vovô, porque me enganaram? - Os adultos não devem mentir para as crianças, porque as estimulam à mentira! Disse o velho. - Então é mentira feia? - É mentira feia! Você não encontrou a base do arco porque á uma imagem que se forma contra a neblina. Agora, meu neto, o ensinamento do vovô: “Quem corre atrás da riqueza, como solução para todos os problemas, terá a mesma decepção que você teve, correndo atrás do pote de ouro que estaria na base do arco-íris!”
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05
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O ATAQUE DO GAVIÃO |
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O alarme foi disparado pelo galo do terreiro: “Inimigo à vista, pelo setor norte com elevação de 45°; protejam as crianças!” A galinha carijó, com seu grito estridente, causou o efeito de uma sirene de guerra. Os pintinhos acorreram para o abrigo, de baixo das suas asas, enquanto o galo se postava diante dela como um escudo e, ao mesmo tempo, pronto para revidar o assalto inimigo. O gavião que rondava a ninhada de pintos, frustrado, arremeteu vôo para o sul, sem sequer se aproximar do objetivo do seu ataque de rapina. Passado o perigo eminente, a vigilância foi relaxada e a vida voltou, quase, à normalidade. Por diversos dias, fora detectada a presença do inimigo, voando alto e soltando seu pio característico; portanto, os sinais de alerta não podiam ser totalmente desligados; a ave de rapina estava de tocaia... O Apóstolo Pedro escreveu na sua 1ª carta: “Estejam alertas e fiquem vigiando, porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar.” (1Pd 5,8) Na nossa estória o demônio, se parece com o gavião esperando o pintinho sair de perto da choca para capturá-lo. Da mesma forma, se você se afastar da sua Igreja, sua Mãe, corre o risco de ser espetado no tridente do maligno, ou como diz Pedro, nos dentes do leão! Jesus nos preveniu: “Vigiai e orai, porque não sabeis nem o dia nem a hora...”
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06
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O EXTINTOR |
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Que seria do extintor de incêndio se negasse a se esvaziar para apagar o fogo? O fogo se alastraria destruindo, enquanto ele permaneceria “cheio”, no sentido figurado da palavra e, inútil! Que seria do cientista que guardasse somente para si as descobertas realizadas e não se dispusesse para, somadas a outras, concretizar o progresso humano? Seria como o extintor: ficaria “cheio” e seus conhecimentos pouco ou nada adiantariam para a humanidade; até morreriam com ele! Que seria do homem rico que escondesse, para si somente, todo dinheiro conseguido em toda vida? Seria semelhante ao extintor “cheio”, ao cientista “cheio”; seria cheio de dinheiro, que de nada valeria, porque perderia seu valor real com o passar do tempo! Seria tão inútil como eles! Que seria do coração humano se não repartisse o afeto, revelando o amor? Que seria do bem, senão repartido? Que seria da vida não partilhada? Se o pão não fosse repartido, permanecendo nos fornos? O dinheiro trancado nos cofres? O afeto definhado no egoísmo? A humanidade empobreceria, a comunidade não existiria, a família seria uma utopia e a felicidade, uma impossibilidade infinita! O extintor fechado, sem se abrir para o fogo; o cientista sem se abrir para o progresso; o homem rico sem partilhar; o pão sem sair do forno; o egoísta sem converter-se ao amor; a vida sem multiplicar-se...todos declarariam o fim dos tempos, prontos para o juízo final, quando eles mesmos seriam condenados por seus próprios atos! O cristão, como você, reparte o pão e o amor, deixa-se esvaziar para salvar e não se nega somar para que o fim dos tempos seja adiado e, no juízo final, seja agraciado com a vida eterna!
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O PATO E A FORMIGA |
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Semelhante à estória do leão e do rato é a estória do pato e da formiga. A Formiga desejou atravessar o riacho e para chegar à outra margem pediu carona para o pato. - Por favor, senhor pato; deixa-me subir nas suas costas para chegar ao outro lado do córrego? Quando puder lhe recompensarei! - Tu me recompensares? – grasnou o pato - Tão pequena quanto és, tão insignificante para mim, como poderás pagar a travessia? - No momento não sei! – disse a formiga – O senhor lembra a estória do leão que foi libertado pelo rato? Quem sabe, um dia lhe farei ato semelhante! - Não vejo como! – retrucou o pato – Mas já que pediste, dar-te-ei a carona só para ver no que dará! E o pato levou a formiga até seu destino. Não contabilizou a recompensa. Não acreditou nem na formiga nem na recompensa. Fez, por fazer! O tempo passou. O pato, certo dia, distraído,
caminhava se sacudindo nas suas pernas curtas. Na moita, de tocaia, se
emboscava a raposa pronta para saltar-lhe Não se deve menosprezar a força dos pequenos. Eles são como as pequenas peças de uma máquina: podem garantir a qualidade do sucesso. Os pequenos podem salvar sua vida! Proteja-os!
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08
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O RUMOR URBANO |
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Distante da cidade, às margens do rio, entre o arrulhar dos pombos e algazarra das caturritas, eu escutava o rumor urbano: era semelhante ao ronco dos bugios nas tardes crepusculares de verão. Não era um ruído, apenas; era a soma de milhares deles formalizando um ronco único. Se buscasse a identificação de um deles imaginava, com segurança, a existência de um ser humano na sua proximidade. O ar trepidava como um sonofletor gigante. As pessoas, por traz do ruído se julgavam únicas no universo urbano; sentiam-se como a luz que atrai todos para si. Eu pensava diferente: tinha a imagem interna de um burburinho semelhante a uma colméia laboriosa onde a soma interessava mais que a individualidade; entendia a força da comunidade pelo rumor que cidade emitia. Se cada abelha, desprezando a colméia, se cada formiga desprezando o formigueiro se isolasse, seriam únicas e sucumbiriam pela carência de complementaridade. Se for certo que o indivíduo se recente quando isolado, também é certo que a comunidade perde quando alguém se isola! É na soma e não na subtração que a sociedade concretiza o progresso: o milagre acontece porque a soma das qualidades humana tem características de multiplicação e o individualismo, de divisão! Na cidade, como na comunidade, cada cidadão não é, apenas, um a mais, mas a peça necessária para a máquina do progresso funcionar. Juntos seremos mais; seremos a cidade sonhada ou a comunidade capaz de gerar a paz que constrói a felicidade. |
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O SAPATO E O PÉ |
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O sapato, cansado de ser pisado pelo pé, sentindo-se cada vez mais amassado, reclamou: - Que triste sina é a minha sina. Eu protejo o pé, revisto o pé para que não se fira e, em troca, sou pisado por ele. O pé atento às lamúrias do calçado falou-lhe, de dentro para fora, cheio de gratidão: - Meu querido sapato! Sei que estás magoado comigo. Sou-te grato pelo bem que me fazes. Muito obrigado! - Não me basta tua gratidão! Por ti me desgasto, me rasgo, atolo no barro, me molho na água, piso nos vidros e envelheço enquanto tu só me dizes: “Muito obrigado!?” - Meu querido sapato! Que seria de ti se de ti eu não necessitasse? Certamente nem sequer existirias. Tu nasceste para ser sapato! - Mas, já que existo, explica-me – falou o sapato – O que fazes tu por mim, pelo muito que te faço? - Vamos supor – respondeu o pé – que tu não precisasse ser usado...De que te valeria a existência dentro de uma caixa ou jogado num canto qualquer? Mas, quando tu me reveste, eu te levo para passear; te levo pelas ruas e calçadas, pelas festas e encontros; muitos te vendo, louvam tua beleza e tu podes te encontrar com outros sapatos e sapatilhas! O sapato descobriu sua nobre missão de proteger o pé que o levava pelo mundo. Aceitou a razão da sua existência. Quando, apenas, via o lado trabalhoso de seus dias deixou de ver o lado útil e a maravilha de sua vocação. Você, quando se abate pelos limites, quando se cansa pelos sacrifícios, quando apenas lembra o ônus do trabalho, deixa de ver a razão e utilidade de sua vida. A sua felicidade se constrói quando se sente necessário, cumprindo a missão e a finalidade para a qual foi chamado à existência. Pensa nisso quando o desânimo, nascido do cansaço, tomar conta da sua mente! |
10.
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ESPERANDO O SOL NASCER |
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O ruído, o cheiro, a agitação e a loucura da desumanizada cidade dos homens me faz voltar à humanização pelo encontro com a natureza e pela contemplação da sua forma selvagem e pura. Inserido no seio dela esperei o sol nascer. Quando o astro rei pintou de luz, iluminando as copas das árvores e tornando brilhante a superfície das águas do rio, senti uma vida nova acordando e concretizando o novo ciclo da vida. E a vida começou a fervilhar liberta, ali, da mão humana, sem o sacrilégio da exploração exterminadora e inconseqüente. Na beleza virgem das águas, das plantas e dos animais senti a presença forte do Criador me fazendo acenos de amor. Eu estava no meio do grande sacramento que me revelava o carinho paterno de Deus. No enlevo da meditação foi-me revelado que um outro sol fazia a vida acordar e se chamava Jesus. Eu tive a certeza que Deus me acarinhava os olhos, os ouvidos e o olfato pela sinalização sacramental do mundo que me rodeava. Tudo isso me passava pela mente enquanto aguardava o sol nascer. Tinha certeza que outro sol estava me aquecendo: era o sol do amor! Agora sei o que me entristece quando estou dentro do burburinho urbano: é a perda do sentido da vida: não se sabe de onde veio nem para onde vai; desconhece-se a finalidade última da vida e a razão da existência; todos buscam caminhos diversos, quando só existe um, capaz de levar à plenitude da felicidade. É a rota do amor e este amor tem nome próprio: Jesus!
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O URUBU E O BEIJA-FLOR |
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Certo dia, a juíza dos alados, estava diante de um dilema: O urubu apresentou-se ao tribunal dizendo-se injustiçado: devia alimentar-se de cadáveres e carniça ( que estavam raros) enquanto o Beija-flor se alimentava de néctar, um verdadeiro alimento divino. A vida dele era certamente, uma maravilha. O pior ficou para ele, pobre corvo carniceiro! Mal o urubu constituíra o “bem-te-vi” como seu advogado e saíra batendo asas, chegou o Beija-flor com sua reclamação: trabalhava o dia inteiro em busca das flores que estavam rareando; o que conseguia era convertido em energia para movimentar suas asas. Elas consumiam muita energia pela alta velocidade da sua vibração. Disse mais, diante da juíza Águia: Feliz era o urubu que, para voar, simplesmente abria as asas e ficava planando no ar enquanto ele, apesar de tão pequeno tinha que agitá-las tanto! Considerava-se injustiçado pela natureza e pedia providência judicial. O “Quero-quero” ficou advogando sua causa! A Águia, na sua altaneira sabedoria, determinou que o urubu se alimentasse de flores e o Beija-flor, de carniça. Não necessito dizer que o urubu, com seu bico recurvo, não encontrou néctar suficiente, nem flores do seu tamanho e sentiu seu erro. O beija- flor, com seu minúsculo biquinho não conseguiu devorar o cadáver encontrado e sentiu repugnância até pelo ciúme que tivera do urubu! Os dois retornaram ao tribunal da natureza e desfizeram suas queixas, convictos que cada um tem missão própria e que comparar-se ou ter ciúme dos outros pode atormentar a vida!
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12.
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A CABRA E O MENINO |
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Tanto os pais como o adolescente foram chamados de sentimentalistas pelo desperdiço que estavam praticando, cuidando de um animal que não lhes traria, no futuro, lucro algum. Alguém se prontificou comprá-la mas foi-lhe negada a venda. Ela ficaria ali, perto de todos, como membro pertencente à família e o assunto estava encerrado; lhes pertencia e podiam dela dispor ao seu gosto e decisão: o gosto era tê-la junto à casa e a decisão era que ninguém devia tocar na velha cabra! A linguagem do coração e as expressões da gratidão muitas vezes confundem a razão e no balanço de um e outro as decisões do coração se portam mais racionais que as decisões da própria razão! O amor é capaz de avaliar além das aparências e do lucro, tenho certeza: Deus agiu conosco pela linguagem do amor. Tanto quanto a cabra foi considerada membro da família por merecimento, Ele nos elevou à qualidade de filhos sem mesmo merecermos e até mesmo para garantir esta filiação adotiva se expôs à morte para que não morrêssemos eternamente!
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O MUTIRÃO |
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Uma nova praga, pior que gafanhotos, está invadindo os bairros e vilas: é a praga da fome. Individualmente, ninguém é capaz de enxotá-la para vala do esquecimento. È necessária e urgente uma ação conjunta. Como nos tempos da minha infância, é necessário se reunir, planejar e agir, através de uma tática capaz de exterminar a praga. De nada valerá solução individual. É a força da comunidade que será capaz de dar solução radical, extirpando o mal. Entristece-me saber que o acúmulo criou a fome. Não é a falta de alimento que gerou a subnutrição. Se a partilha feita, como a de Jesus no deserto, se atualizasse, todos teriam o suficiente e como lá aconteceu, sobrariam muitos cestos de pão para serem recolhidos. Então, a partilha e a justa distribuição da renda é a solução para os famintos. Para que ela se concretize é necessária uma plêiade de homens valentes e aguerridos, capazes de falar e criticar, planejar e exigir. Como uma casa se faz desde seus alicerces, o mutirão contra a miséria e a fome, também se faz. Estamos abrindo valas na terra de nossos corações para iniciar os fundamentos de uma nova civilização. Como sempre, somos poucos, mas contamos com nossa valentia e com nossa fé. Somos feitos de esperança e animados pela promessa de Jesus: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque deles é feitos o Reino de Deus!”
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O PERU |
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Imaginei a sociedade humana através da ótica do peru. Encontrei padrões semelhantes e até inferiores. Explico: o peru, para aparentar grandeza, estufava suas próprias penas; o homem usava as penas dele para se diferenciar dos outros homens; tentavam, pela roupa que vestiam ou pelo carro que usavam, passar uma imagem irreal da própria realidade. Quando Jesus declarou que somos iguais, não vejo razão para que alguém seja mais semelhante a Deus que os outros. Muitas vezes, quando vejo tais “figuras”, me dá uma vontade maluca de assoviar, só para vê-los gorgolejar, como assoviei para o peru que encontrei em minha caminhada matinal. |
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EXALTAÇÃO DA CRUZ |
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As lendas da mitologia, muitas vezes, se concretizam como profecias e, se não tanto, como algo que ultrapassa os horizontes do entendimento. No que se refere ao Rei Midas, se atualizou como profecia: Ele adquiriu a capacidade de transformar em ouro tudo que tocasse. Não quero ressaltar o resultado fatal do poder transformador, mas o simples fato de, pelo toque, transformar. Convido você a olhar para o pior sinal, o mais negativo, o símbolo da ignomínia, do desprezo, da exclusão e da mais radical condenação de morte no início da era cristã: a cruz: Era o sinal negativo! Jesus, qual divino Midas, tocou a cruz e transformou-a em sinal positivo. A matemática serviu-se dela para simbolizar soma, crescimento; os poetas exaltaram esta forma simples e significativa; os teólogos descobriram nela os acenos de Deus: para o alto onde está sua morada, para baixo onde residem seus filhos, para a direita e para esquerda onde a humanidade se posiciona. Ela revela sua capacidade simbólica no evangelho de João 3,14-17 quando Deus Pai declarou que seu filho foi enviado para salvar; declarou, da parte de Jesus, que quando fosse levantado na cruz atrairia todos para si. O toque de Jesus transformou o pior símbolo de condenação no melhor dos símbolos de salvação: A cruz da Redenção! Assim acontecerá com você quando se deixar tocar por Jesus, por pior e negativo que você seja, será transformado num ser positivo e melhor que possa imaginar!
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O MUNDO PRECISA DE TI |
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Tua Comunidade precisa de ti. Tu és dotado de capacidades tantas, que sem elas a comunidade se desqualifica e fenece. Só será plena, a comunidade, se não te omitires na atualização dos teus dons para sua construção e se evitares as deficiências que passam minimizá-la. Tua família humana precisa de ti. Se omitires a concretização de teus projetos, a atualização de teus talentos, outros talentos, os de tua família, estarão isolados, ineficazes e até inúteis. Eu preciso de ti. Não, como um número que se soma, mas como um fator que multiplica. Contigo serei mais e alegrar-me-ei porque também tu serás mais; juntos seremos ainda mais, nos capacitando na missão para qual fomos moldados pela providência de Deus. Nós precisamos de Cristo. Com sua vida nova, circulando em ti e em mim, seremos somados a todos que já estão inseridos nesta mesma vida. Unidos, como num único corpo, onde interage o mesmo fluxo vital, formamos a Igreja dos que foram salvos pelo sangue do “cordeiro” que perpassa as artérias, irrigando este corpo total!
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DUAS MESAS |
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Tenho saudade, não nego, daquela mesa grande na casa de meus pais. Ao redor dela cercavam, 10 irmãos e meus genitores, a comida de cada dia. Abastecia-se de energia necessária; uns para trabalhar e trazer mais alimentos para mesa e outros para crescer e repetir o ciclo de cada ser humano. Muitos têm falado das mesas de suas infâncias, das reuniões gostosas, da convivência familiar, das comidinhas gostosas das mães e das refeições especiais nos dias de domingo. Na casa de minha infância, aos domingos, não era servido feijão; no seu lugar aparecia uma suculenta galinha assada no forno de fazer pão. Guardo, ainda hoje, no álbum da minha memória as fotografias mentais daquela mesa sagrada. Ao redor dela se repartia a vida que o alimento mantinha e estimulava a convivência pelo o exercício da partilha do pão e da palavra. Nela se planejavam as atividades e compartilhavam as obrigações de cada um para, na soma, qualificar a família. Nela eram partilhados os sonhos de vida: que seriam quando crescidos. Nela se orava a “ação de graças” ou rezava o “terço”. Meu pai situava-se na cabeceira. Minha mãe à sua direita. Cinco irmãos de cada lado coroavam, de jóias humanas, a velha mesa. Lembranças cheirosas, reciclam a memória, ao contempla-la coberta de pães, ainda quentes, tirados do forno de tijolos e escondido sob a toalha branca que mamãe estendia sobre eles. Os anos passaram, os costumes mudaram, as mesas sumiram e as reuniões familiares se corromperam, se desfazendo. Cada uma vai para seu canto, não têm mais tempo para o diálogo, não tem mais “olho no olho”, não há partilha, nem conversa “jogada fora” e nada que faz de um grupo de pessoas uma família. A casa tornou-se um hotel-dormitório. Foi na mesa da casa de meus pais que aprendi a repartir o pão e partilhar a vida. Foi lá, ao redor daquela mesa, que decidi fazer-lhe honra e nela me inspirar para presidir, noutra mesa, a do altar da Eucaristia, a partilha do pão dos anjos e da palavra de Deus.
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CERCA VIVA |
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Estive pensando nas reações e sentimentos contraditórios da sebe, se sentimento pudesse ter. Negar-se-ia à dor da poda mas desejaria ter a beleza da forma; assemelhar-se-ia à mulher estendendo a mão à manicure ou fechando os olhos para se negar a dor da esteticista lhe moldando as sobrancelhas. Nem todos os cortes, nem todas podas assemelham-se ao corte de cabelo, indolor; muitas delas são cruciais e exigem anestesia. Eu sei que tu estás te perguntando onde quero chegar com esta estória de poda e cirurgia! Sei, também, que tens consciência que não é a área física que necessita, como a sebe, de muitos cortes dolorosos para se qualificar. Sei e a experiência me ensina que, mais vezes, a poda espiritual é muito mais dolorosa e só se concretiza quando cortada funda. Imagine que seria da roseira, da parreira sem tal cirurgia! Não teríamos rosas viçosas nem uvas gostosas. O caráter selvagem da natureza é aperfeiçoado pela inteligência humana. Nosso caráter selvagem necessita de correção para se tornar civilizado. Ninguém nasce pronto: é necessário construir-se!
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A CONVERSÃO DO LOBO |
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O “lobo mau” fez um retiro espiritual e decidiu se converter. Dentre seus propósitos de vida destacou um, radical: Se afastar das ovelhas para não ser tentado a devorá-las. Para ser mais radical, decidiu ir além: deixaria de ser carnívoro para ser herbívora; pastaria como faziam suas antigas vítimas. Na tentativa de buscar melhores pastos aproximou-se do rebanho. A decisão revelou-lhe dois perigos gravitando ao redor de seus propósitos: o pastor, conhecedor do seu passado sanguinário e a proximidade das antigas vítimas. O cheiro da lã despertando antigo apetite e o bastão do pastor em defesa delas. Um terceiro agravante complicou sua vida: seu equipamento genético não dispunha de dentes capazes de remoer o pasto e seu estômago e intestinos não eram capazes de digerir o bolo. O resultado da incompetência foi desolador: uma fome terrível queimou-lhe as entranhas. Um ser faminto esquece a ética e faz abandonar os propósitos. Voltou a fazer o que sempre fazia: foi perseguir as ovelhas. Mas, como estava fraco, não foi capaz de ataca-las e nem capaz de fugir dos golpes certeiros do cajado do pastor. Foi morto! Tenho pensado na estória deste lobo. Sei que muitas vezes fazemos propósitos inexeqüíveis, promessas irrealizáveis, votos mirabolantes e, ao final, nos tornamos vítimas da fraqueza e da ruína. Se o lobo, ao invés de ter feito voto de excluir as ovelhas de seu cardápio, prepusesse, na sua dieta, se alimentar de ratos, coelhos e lebres, não teria sucumbido sob os golpes do cajado do pastor. Seu maior inimigo foi ele mesmo violentando sua natureza querendo se alimentar de pasto, para o qual, ela não estava preparado. Será que muitas de nossas frustrações não estão radicadas no exagero de nossos votos e promessas?
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A BORBOLETA AZUL |
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Se na sua curta existência visitou muitas flores, se com suas patas transportou pólen de flor em flor, se nos seus vôos núpcias fecundou ou foi fecundada, seu estacionamento vital não era triste. Sua vida foi útil. Podia sentir que cumpriu sua missão de borboleta! Muitas vezes me surpreendo meditando o envelhecimento dos animais como gatos e cães. Muitas vezes visitei asilos e abrigos de idosos para buscar o sentido da vida. Muitas vezes consultei o espelho me perguntando porque estou encanecendo a vida! Como humano tenho certeza da eternidade que me garante a perenidade do meu ser. Pergunto-me: “Será que os animais e a minha borboleta azul verão em si, também, a plenificação da vida?” Se isso acontecer serei mais feliz, porque (isto é um segredo) tenho muita saudade do “Totó”, cãozinho de minha primeira infância. Queira Deus, que sim! Agora vivo da esperança capaz de pintar de luz o meu futuro na ressurreição garantida por Jesus!
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A CARROÇA VAZIA |
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Eu li, não lembro onde, a estória da carroça vazia. Um Pai levou sua filha para um passeio ecológico pela mata, riachos e locais ermos. Ensinou-a ouvir, com atenção, o murmúrio das águas, o som do vento na copa das árvores, a sinfonia dos pássaros e as vozes dos insetos. - Estás ouvindo o canto da cigarra? - Estou, papai! - Tu consegues distinguir o murmúrio das águas do som produzido pela brisa na copada as árvores? - Sim, papai! - Além destes sons, distingues algum outro som, minha filha? - Sim papai! Ouço o barulho de uma carroça, mas não consigo vê-la por causa da densidade da mata! - Ouviste bem! É uma carroça vazia! - Como o Senhor sabe se está vazia ou não. Isto o Senhor não me ensinou, ainda! - As carroças vazias fazem muito barulho. Os caminhões vazios são barulhentos. As pessoas vazias são as que mais fazem barulho! - Estive meditando na última frase (As pessoas vazias são as que mais fazem barulho!). É verdade: os sábios falam pouco. Os ignorantes não fecham a boca, opinam, analisam, criticam e desqualificam as ações dos sábios. Acontece o mesmo na área religiosa: os que mais falam são os que menos fazem e esquecem que Jesus silenciava por longo tempo antes de proclamar as verdades do Reino. Esquecem que Maria, Mãe de Jesus, silenciava guardando no seu coração tudo que ouvia a respeito de seu filho!
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ALI-BA-BÁ |
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Eu já me coloquei no lugar de Alibabá, aquele dos contos do Oriente Médio. Você, certamente, também! Você e eu, já nos imaginamos dizendo as palavras chaves (Abre-te Sézamo) para abrir a porta mágica e ter acesso ao tesouro resultante do roubo dos quarenta ladrões. Nem você, nem eu teríamos o menor escrúpulo de carregar conosco parte do tesouro, se dele fizéssemos uso para sanar a fome e dar vida digna aos que foram saqueados. É impressionante o desejo interno, enraizado em nós, de ter fortuna, sem maior esforço. Por isso, talvez, aprovamos os saques que Alibabá concretizava, com intenção de socorrer os que eram explorados. Mas aquele tesouro estava bem guardado! Conheço centenas de modelos de cofres. Neles são guardados os mais diversos valores; são jóias, dinheiro, documentos, obras de arte etc... Tentamos proteger nossas posses, de modo especial aquelas que custaram o suor de nosso rosto. Quando Jesus falou: “Onde está teu tesouro está, também, o teu coração”, estava lembrando para nós dois que nosso coração tem facilidade de apegar-se aos objetos, propriedades e pessoas que valorizamos. Nos envolvemos e gastamos nosso tempo contabilizando estes valores. Então se torna necessária nossa atenção e empenho para que valorizemos o que realmente tem sentido para qualificar nossa existência, aqui e na eternidade. Jesus continuou dizendo para que não tivéssemos dúvida: “Não acumuleis para vós tesouros na terra onde a traça consome e os ladrões roubam, mas no céu onde está garantido!” Agora entendo porque nenhum cofre tem sentido e é seguro: eles guardam lixo, sob o ponto de vista da eternidade; este lixo não poderá entrar no céu!
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FACILIDADES |
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As filas diante dos balcões das casas lotéricas pedem uma reflexão profunda, sua e minha. Todos sonhamos com fortuna fácil com ação capaz de dispensar esforço, algo que venha de fora de nós, sem trabalho e ocupação que envolva tempo e planejamento. Um toque de sorte que dispensando o suor do rosto antes, afastará qualquer suor, depois: vida mole na fartura e no ócio. Tenho consciência que muitos recorrem ao jogo para sanar dívidas, melhorar o rancho e respirar um pouco mais aliviados, financeiramente. Dentro da lei das probabilidades isto é quase inatingível e quem coloca no jogo sua esperança, se desespera, joga fora o pouco que lhe resta. A melhor solução de nossos problemas está na força que existe dentro de nós e não fora. Mas esta busca interior requer trabalho e deve ser garimpada com esmero e dedicação. Assemelha-se às rochas sedimentares que levaram milênios para solidificarem com consistência capaz de qualificá-las para uso nas calçadas da cidade. A vida não se faz de segundos, mas de dias, meses e anos. Os resultados são construídos e não aparecem por acaso, são semeados, regados e cultivados. Férias, descanso e repouso só têm sentido quando trabalhamos, nos cansamos e gastamos energia necessária na construção de nossos objetivos. Depois de muitas tentativas no jogo da sorte, optei pelo investimento em projeto, execução, avaliação, correção e retomada no trabalho consistente. Não existe possibilidade de fugir à sabedoria bíblica que diz: “Comerás teu pão com o suor do teu rosto...”
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A INVEJA |
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- Antes de qualquer atitude precipitada, posso te fazer algumas poucas perguntas? - Quando quero devorar, não concedo privilégios às minhas vítimas; mas a curiosidade me faz abrir exceção. Na certeza que, desta vez, não escaparás, tanto faz teu pedido; pergunte... - Os vaga-lumes pertencem ao teu cardápio diário? - Não! Respondeu a cobra. - Mais uma pergunta, insistiu o vaga-lume: Te prejudiquei alguma vez para que me tenhas tanto ódio? - Também, não! - Então, porque me queres devorar? - Porque não suporto te ver brilhar....” Quando o sucesso de alguém deveria nos trazer alegria, porque somos membros uns do outros e seu sucesso beneficia a todos, como os membros de um mesmo corpo, mais das vezes nos assemelhamos à serpente: queremos eliminar o bem sucedido por pura inveja. Tenho certeza que as mães, como os pais, sentem prazer na glória de seus filhos. Só os mesquinhos e incompetentes perseguem o bem-sucedido e minimizam suas obras gloriosas. Diante do brilho e do sucesso de alguém, saibamos ser inteligentes e nunca tão estúpidos com a serpente; saibamos elevar e, se possível, imitar. Então, seremos como Deus que se alegra com os acertos de seus filhos.
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A SECA |
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Os campos estavam estorricados. Para complicar, ainda mais, soprava o vento leste, prenunciando uma seca mais longa. Os pássaros permaneciam imóveis, de asas abertas, para refrigerar seus corpos. O gado, no campo (se aquele deserto pudesse ser chamado de campo) procurava a sombra das árvores desfolhadas. O sol brilhava com um brilho de labaredas, tremeluzindo no ar tépido. Os olhos cansados do agricultor e os olhos cansados do criador procuravam, em vão, sinais de chuva no horizonte, com o olhar frustrado a cada dia, depois de muitos dias. As lavouras contabilizavam prejuízos, os rezes emagreciam no campo, apenas as ovelhas se fartavam com o pasto seco. Era a seca. Nas muitas manhãs eu recorri à Internet, no “Site do Tempo” para ver a direção e intensidade das nuvens, a consistência das frentes frias e a pressão atmosférica; depois de longo tempo me reclinei na letargia da espera, raciocinando sobre as causas do desastre ecológico. Levantei minha fronte, para o Criador, e perguntei: - Porque, Senhor? E Deus me falou: - Baixa teus olhos e vê o mundo que te cerca. Procure contar os milhões de árvores decepadas. Olhe para os rios privados de suas florestas ciliares. Sinta o cheiro das inúmeras queimadas que estão matando o solo. Não olhe para mim com olhar de quem me acusa pela seca que perdura. Tive, então, a visão clara da irracionalidade do ser humano. Os esqueletos das árvores decepadas clamavam vingança contra ele; a careca dos rios zombava do rei da natureza e a vegetação queimada queimava de ódio pela burrice humana... Voltei meu olhar, outra vez, para o Criador e pedi, não chuva, mas juízo e conversão para os humanos, para que abandonassem o pecado de suicídio, porque eles mesmos, matando a natureza, estavam se matando! |
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BATER PALMAS |
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Bater palmas é quase um jeito universal de aclamar, de concordar, de louvar... Para quem tu bates palmas? -Para o herói do teu time que te salvou da gozação, no último minuto de jogo quando os holofotes já estavam sendo desativados, naquele minutinho de prorrogação? -Para teu chefe, na empresa, para colher dele as boas graças em vista de uma promoção ou de algum aumento de salário? -Para o político que te devolve alguma esperança depois de dezenas de desilusões ou por algum retorno em forma de emprego, dinheiro ou algo semelhante? Para quem tu bates palmas? -Para tua mãe que te deu a vida, que te alimentou com seu materno leite, que te ensinou os primeiros passos, que velou ao teu lado na noite dos teus sonhos agitados? -Para teu pai que na seara do mundo respigou teu alimento de cada dia, te defendeu dos perigos, te tomou pela mão nos teus caminhos, te carregou no colo quando cansaste? -Para teus irmãos, solidários nas tuas brincadeiras, compreensivos nas tuas burrices, companheiros nas tuas aventuras? Para quem tu bates palmas? -Para teus evangelizadores que te encaminharam para Cristo e te animaram na fé da ressurreição? -Para Cristo que, antes de partir, te deixou Maria como Mãe e te deu a vida por puro amor de amigo e redentor? -Para Maria que gerou Jesus para te redimir de teus pecados e te garantir a salvação na ressurreição? Para quem tu bates palmas? -Para ti, porque te descobriste nos dons que Deus te dotou, na aceitação de tuas limitações, na humildade de te deixares salvar por Ele, na solidariedade de repartires o que és e o que tens, no carinho que és capaz de prodigalizar ao desiludido, na alegria que és capaz de partilhar, enfim, por tudo que és como filho de Deus e irmãos dos homens e do universo?
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A DRAGA |
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Da margem do grande rio observei a draga sugando água e areia do fundo do leito fluvial. O motor roncava e gemia elevando, para dentro do pequeno navio, grande quantidade de material sugado; decantada no ventre do barco a areia estava pronta para iniciar sua viagem. Ela seria misturada à cal e ao cimento para ligar os tijolos de uma construção de alvenaria. A história do grão de areia, que desprendido de alguma rocha, foi arrastado para o fundo do rio e do leito sugado, estava pronto para sua fase construtiva em favor dos humanos. Quando a barcaça passou pelo local onde estava acampado, fiquei meditando sobre o destino nobre daquele grão de areia: sua história, bem longa, estava se plenificando, não por ser um grão excepcional, mas por ter sido encontrado com milhões de outros grãos, pelo mérito da draga. Ele fazia parte de uma carga que quase fazia o barco soçobrar e, porque era parte daquela massa, adquiria valor por sua utilidade. Isolado pouco ou nada valia. Podia até ser ignorado. Sua valia se tornou consistente porque fora encontrado com uma quantidade considerável de outros grãos iguais a ele. Valia ser dragado e comercializado! Algo da minha e da tua história se assemelha à história do grão de areia: Isolados valemos pouco; unidos, somos capazes de construir o edifício da felicidade. Pense nisso quando te julgares único no mundo! |
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RECARREGAR |
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Recarregar, na modernidade, é um verbo nosso de cada dia: recarrega-se a bateria do telefone celular, as baterias das câmaras fotográficas, a bateria do carro; carrega-se de combustível o tanque, de óleo o carter, de alimentos a dispensa, de água a caixa. Porque a carga das baterias se esgota, o combustível se transforma em energia cinética, os alimentos são consumidos e a água da caixa é utilizada para diversas aplicações, é necessário recolocar o que foi usado sob pena de estagnar aparelhos e pessoas. Depois que os cientistas da Idade Média, após tentativas exaustivas, concluíram que o “moto-perpétuo” era impossível, partiram para a pesquisa das diversas formas de conversão de energia... Os diversos combustíveis foram descobertos e catalogados, mas todos eles apresentavam uma característica: eram transformados, se esgotando, e necessitavam ser repostos. Por esta razão o mundo hodierno faz-se de busca, comercialização e gasto das diversas formas de combustíveis existentes. Nossas energias físicas são recarregadas pelo “pão nosso” de cada dia. Chamamos de alimento o que necessitamos para refazer o desgaste. Mas, não é somente nosso corpo físico que requer recarga, é também nosso intelecto e nosso espírito. Sem reabastecimento tanto o corpo, quanto a mente e o espírito fenecem; depois de estagnar, morrem. Assim sendo, nossa atenção não deve fixar-se somente nos marcadores de quantidade de gasolina no carro, mas deve, também, observar os marcadores vitais do nosso ser humano, feito de corpo e espírito e não deixa-lo esvaziar. O que é a gasolina para o carro, a recarga para o “celular”, o alimento para o corpo, o estudo para a mente, é a oração para o espírito!. |
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O NAVIO DESPEDAÇADO |
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Eles, animados pelos ensinamentos do filho do “Senhor dos mares” partiram alegres, cada um realizando a missão determinada por ele. Durante a travessia, porém, esqueceram suas próprias atribuições e questionaram quem deles seria o maior. Uns invejaram a posição do comandante, outros do timoneiro e outros simplesmente fizeram um motim. Toda esta anarquia fez o navio ficar à deriva. Os amotinados dispensaram o timoneiro, aprisionaram o comandante, substituíram o cozinheiro. Quando uma tempestade terrível se fez notar, o medo invadiu-lhe as almas e temeram pela própria salvação. Quem substituíra o comandante não era líder para coordenar uma ação de emergência; quem se adonara do timão não tinha noção como alinhar o navio no meio das ondas enormes e porque haviam substituído o cozinheiro estavam famintos e fracos para agir. O pior aconteceu: o Navio bateu num recife partiu-se em dezenas de pedaços. Os sobreviventes, se agarraram, cada um a um pedaço, e se mantiveram à tona. Mesmo montados nos destroços, gritavam uns para os outros que seu flutuador era o verdadeiro navio que os levaria ao porto da salvação. A triste estória do Navio espedaçado seria a alegre estória do Navio adentrando o porto da felicidade, se os marinheiros tivessem seguido os ensinamentos do filho do “Senhor dos mares”. Ele recomendara a unidade baseada no amor e a posição de cada um, baseada nos dons e carismas. Hoje temos consciência que devemos recolher os destroços e remontar o Navio, somando esforços e restabelecendo os ensinamentos, perdoando e reconhecendo a capacidade especial de cada um. Esta é a ação histórica do movimento ecumênico entre nossas Igrejas. Só esta ação irá trazer alegria ao filho do “Senhor dos mares”, chamado Jesus! |
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O PIRILAMPO |
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O vaga-lume “Luzinho” voou, voou até cansar. Tinha pegado o rumo da cidade. Quando pousou num arbusto observou espantado, pela auto-estrada, um enorme objeto, de quatro rodas, roncando e piscando, ora para direita, ora para esquerda. “Luzinho” tinha só uma lanterninha; aquele mostro de quatro rodas tinha lanternas pisca-pisca na frente, atrás e do lado e tinha dois grandes olhos projetando uma luz muito forte, para frente. O pequeno vaga-lume se sentiu humilhado, pequeno e insignificante. Pensou muito e se decidiu conversar com imenso “vaga-lume” de quatro rodas. - Boa Noite, seu vaga-lume gigante! - Boa noite! Não sou vaga-lume, sou um automóvel! - Desculpe! Não sabia! Posso lhe fazer uma pergunta? - Podes; afinal sou um carro de classe, tenho até computador! - Porque o Senhor tem tantas lanternas piscando, ora para um lado, ora para outro? - Para indicar a direção que vou tomar! Respondeu o automóvel! - Engraçado...Eu tenho apenas uma lanterninha e serve para chamar minha namorada! Tu tens namoradas? Com tantas luzes piscando dever ter muitas amigas! -
Eu não preciso de amigos. Eu sou só e me basto. Não me faças perguntas tolas.
Adeus! O pequeno inseto luminoso ficou observando o carro partir. Viu entrando numa garagem se desligando todo. Ficou como morto. Ali parado, sem amigos. Sem amigos a vida não tinha graça. Sentiu pena dele. Olhando para sua luzinha sentiu que ela, pelo menos, servia para atrair uma companheira para partilhar a vida. O Carro, não podia repartir a vida com alguém. Sem repartir, a vida era inútil, sem graça, concluiu o pequeno vaga-lume. Não importa o tamanho da luz, refletiu o pirilampo... Importa que por ela se consiga encontrar alguém para partilhar a vida!
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A CANÇÃO DOS NASCITUROS |
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Uma tribo primitiva da África cultivava uma celebração significativa: Quando uma mulher tinha certeza de sua gravidez, reunia as outras mulheres da tribo, numa clareira da mata, e juntas compunham uma canção para quem haveria de nascer. Era uma canção personalizada, um hino oficial-pessoal. Após o nascimento a mãe embalava seu filho ao som da sua canção pessoal; mais tarde ensinava-lhe a letra e a música. Na letra estavam contidos todos os sonhos da mãe e da tribo a respeito da criança. Mais tarde, quando adolescente, jovem ou adulto se afastasse das normas do seu povo era-lhe lembrado o texto da canção, a sua canção. Era, enfim, a marca registrada do indivíduo e seria cantada, pela última vez, nos seus funerais. Tenho pensado nesta manifestação cultural. Tenho pensado qual e como seria canção que minha mãe teria composta só para mim. Seriam versos reveladores de seus sonhos; mostraria caminhos para seguir, barreiras para impedir, obstáculos para transpor. Uma coisa eu tenho certeza: jamais estimularia o vício, a corrupção, o ódio e a morte. Na canção, composta por minha mãe, haveria declarações de amor, fartura de pão e de amigos, abraços e beijos, luz e segurança; jamais haveria fome, nudez, desemprego e falsidade. Hoje, me pergunto, porque não faço de meus sonhos um reflexo dos sonhos de minha mãe, numa canção personalizada? Ela poderia ser um farol nas tempestades do mar da vida ou uma âncora para não ser levado pela correnteza do mundo consumista. Se Você me ajudar poderemos compor dois hinos personalizados: um para Você e outro para mim. Até encontrei algo que nos pode inspirar: as oito bem-aventuranças proclamadas por Jesus!
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OS QUATRO ANJOS |
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Conta uma lenda que, antes do início do dia da criação, Deus convocou a assessoria de quatro anjos e apresentou-lhes seu projeto. Eram: o anjo da ciência, o anjo da filosofia, o anjo da economia e o anjo do serviço. Diante da magnitude do projeto, cada um deles teve reação diferente: - Como se fará isso? Perguntou o anjo da ciência! - Porque fazer tamanha obra? Inquiriu o anjo da filosofia! - Quanto custará tudo isso? Insistiu o anjo da economia! - Em que posso ajudar? Perguntou, humildemente, o anjo serviçal! O Criador, certamente não precisava da opinião de nenhum deles. Fez a convocação para exercer parceria e para se acostumar com as críticas que ouviria pelo tempo da existência de sua obra criada. A visão de quem olha o mundo não é idêntica. Quem está na planície vê diferente de quem se localiza na montanha ou está, num avião, dez mil metros de altitude. O campo de visão é relativo à posição do observador, se está na planície ou na montanha. Diante de determinado projeto, o que mais importa é saber a finalidade determinada pelo projetista. Se os quatro anjos soubessem que o Senhor determinara criar o mundo para nele estabelecer o homem para, através do amor, construir a felicidade, o anjo da ciência, da filosofia, da economia e do serviço diriam, simplesmente: “Amém”! Todos somos um pouco de cada anjo questionador, porém nos encantamos com o anjo serviçal; até porque é pelo serviço que mais nos assemelhamos ao Criador e nos aproximamos da felicidade. Quem não vive para servir, não serve para viver. Simplesmente; quem não serve, não serve...
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A PULGA CANINA |
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Se a pulguinha tivesse permanecido no “Rex”, talvez continuasse viva. O desejo exagerado de “status” lhe jogara muito alto causando um tombo irreversível. Conheci pessoas que deixaram o interior e a humildade do campo para se aventurar na cidade, em busca de conforto e riqueza; terminaram envenenadas pelos costumes urbanos e sufocadas pelo consumismo, para os quais não estavam preparadas!
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O CAMINHÃO DA SUCATA |
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Parecia um carro fúnebre carregado de ossos, o caminhão da sucata. Centenas de pedaços de dezenas de marcas; esqueletos cobertos de ferrugem e ferros desfigurados que pouco ou quase nada lembravam o que foram. Muitos, se contassem a suas histórias, teriam a memória de seus donos, de nariz empinado, ar arrogante, desfilando pelas ruas em busca de aplausos. Outros, transformados em armas perigosas, haviam assassinado seus proprietários por terem exigido deles o máximo de suas potências e velocidades resultantes. Todos mostravam um aspecto desolador e cada um escondia uma história que não desejava lembrar. O monte de lata e ferro entulhando o caminhão da sucata era triste, desolador e capaz de lembrar a frase da missa de “Réquiem”: “Lembra-te que és pó e ao pó retornarás”! Pergunto-me: se as coisas passam e a gente passa, se os heróis e os reis passam, se os santos e os pecadores também passam; o que não passa e é perene para nisto me agarrar e permanecer? Ou o que é imortal e não morre, o que vale investir e construir, o que não teme a ferrugem nem a traça? “Juntai tesouros no céu onde nem a ferrugem nem a traça podem destruir!” -Disse o Senhor! Jamais se deve amontoar coisas capazes de se transformarem na sucata que eu vi na carroceria do caminhão sucateiro! Aqui está a resposta às minhas perguntas: -O tesouro incorruptível é o amor que se visualiza nos atos de partilha da vida, dos dons e de si mesmo!
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OS TRÊS RATOS |
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A proeza dos ratos repercutiu na sociedade e a valentia foi descrita nos jornais e na mídia da ratolândia. Houve parabéns, medalhas e diplomas. Terminadas as celebrações o trio se desentendeu: dis |